Sem olhar o céu,
sinto ele passar
Arrastando estrelas sobre o que eu pensar
Minha intuição,
noite sem luar
Vou cego de morcego, meu radar
Quase sem sentir
Veio inspiração
Aflorou com o cheiro
Que a terra dá nas chuvas de verão
E o que quer de mim?
Nunca vim saber
Hoje posso ao menos procurar
Quem já nasce feito não sabe desse
*** De tirar sustento da imaginação
Quem já nasce feito não sabe desse ***
Construir castelos que nascem na ilusão
Nem te imaginar como pode ser Quando
ao livre arbítrio nós fizermos juiz
E o que quer de nós esse tal poder?
Toda escolha traz uma renúncia à luz
Só se dá valor pela privação Só quem já
cruzou desertos saberá chorar em frente ao mar
Só nos cabe a dor frente à evolução Mas não precisava ser assim
Porque só na pele se vê o que se faz
Como só as guerras nos fazem ver a paz
Porque só na fome, na dor, na solidão
Onde todos os homens descobrem-se irmãos
Porque só na pele se vê o que se faz
Como só as guerras nos fazem ver a paz
Porque só na fome, na dor, na solidão
Onde todos os homens descobrem-se irmãos
Onde todos os homens descobrem-se irmãos