Psicólogo,
afirma isso tudo,
eu te juro,
não te julgo,
pensa tanto no futuro
25 em cada 26, são por pensar demais
Quando chego de viagem, afirmo que era mais
Eforecido pela dor,
pelo corpo tão opaco Reduzido em pensamentos nos quais eu só me
mato Um caco, pirando vidro, agora vivo em vácuo
Uma vida reprimida,
admito esse fato Perdido,
deprimido,
só sentindo um vazio
Abandonado,
aborrecido,
me sentindo sozinho Viajo até a lua,
da lua vou pra Marte
Um planeta vermelho,
refletindo a cor da morte O solo marciano é fútil e me aborrece
Até mesmo aqui dentro de mim isso só cresce
Me cansei e agora eu me perco no espaço
Vagando sem destino,
já não importa o que eu faço
Posso tentar explicar o que eu tenho sentido Um vazio tomando conta,
por que eu existo
E o medo de sentir minha sombra me ocupa
Anteriormente eu só sentia ser minha culpa
Porque antes de acontecer eu sentia e ignorava
Os poucos e suncha como louça acumulada
Já tentei me abrir e melhorar,
mas não consigo Quando olho pra trás vejo só tristeza comigo
Fui eu que me instrui,
fui eu que construí Fui eu que fracassei,
fui eu que me menti
E mentiras são sempre amaldiçoadas Pra
fingir que eu vivia em um conto de fadas
Fraco e cada vez mais debilitado Sem chance de vencer,
sendo só ousado
Nem sempre a vida vai ser como você deseja Mas é
preciso ser de chuva pra que você possa dar valor ao sol
Psicólogo,
ando me sentindo impuro Por mais que busque
olhar não vejo nada nesse escuro e maturo
Não encontrei o que eu procuro Todas
essas vivências e eu me sinto inseguro
Tudo que eu digo parece tão errado
Enquanto busco doce o sabor daqueles lábios
Me sinto cansado,
me torno pessimista E antes que eu me esqueça a vida não é bonita
Preso à rotina,
preso ao horário Vida invadida,
escondida em um baralho
Tô sendo sacrificado,
isso não parece importante Olho do meu lado,
que diferença mais gritante
No mesmo instante que tô bem, no outro já tô mal
Digo pra mim mesmo,
é normal Mesmo que tenha sido ouvido,
você é pago
pra isso Falo o que sinto e no final viro um livro
Clareia na minha mente uma verdade definida De
olho um pensamento onde encontrei um sentido
pra vida Admito que eu tô me sentindo insuficiente
De errar,
pois de atento ser uma diferente Como a primavera,
as folhas secas de outono
Dentro de mim sinto que me transformei em um demônio
Tormentado e cada vez mais instável Minuto após minuto,
sacrificado
Psicólogo afirmo,
isso é tudo Por mais que busque olhar,
não vejo graça
Nesse mundo não te julgo E não julgarei mais nenhum pensante
Só nesse momento me tornei confiante Pra desistir,
pra acabar,
pra sumir,
pra escapar
Peço perdão a quem amei,
sei bem que errei Mudei,
me afastei
Sinto muito por tanta mentira,
por toda decadência Por todas as brigas,
por tudo que escondia
E toda essa rima foi feita sem paixão Feita sem razão,
feita já sem chão
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