A Praia
Então foi brincar para as rochas.
Começou por seguir um fio de água muito claro
entre os dois grandes rochedos mais escuros, cobertos de búzios.
O rio ia dar uma grande poça de água onde o rapazinho tomou banho
e nadou muito tempo.
Depois do banho, continuou o seu caminho através das rochas
e andando para o lado sul da praia,
que era um lado deserto para onde nunca ninguém ia.
A maré estava muito baixa.
E a manhã estava linda.
De vez em quando encontrava uma poça boa e tomava outro banho.
Quando ia já no décimo banho,
lembrou-se que deviam ser horas de voltar para casa.
Saiu da água e deitou-se numa rocha a apanhar sol.
Tenho de ir para casa, pensava ele.
Mas não lhe apetecia nada ir-se embora.
E enquanto assim estava, deitado com a cara encostada às almas,
aconteceu de repente uma coisa extraordinária.
Ouviu uma gargalhada muito esquisita.
Parecia um pouco uma gargalhada de ópera,
dada por uma voz de baixo.
Depois ouviu uma segunda gargalhada ainda mais esquisita,
uma gargalhada pequenina, seca, que parecia uma...
De seguida ouviu uma terceira gargalhada.
Era como se alguém, dentro de água,
fizesse...
Mas o mais extraordinário de tudo foi a quarta gargalhada.
Era como uma gargalhada humana,
mas muito mais pequenina, muito mais fina e muito mais clara.
Ele nunca tinha ouvido uma voz tão clara.
Era como se a água ou o vidro se rissem.
Com muito cuidado para não fazer barulho,
levantou-se e pôs-se a espreitar entre duas pedras.
E viu.
Um grande polvo...
Um caranguejo a rir, um peixe a rir
e uma menina muito pequenina a rir também.
A menina que devia medir um palmo de altura,
tinha cabelos verdes, olhos roxos
e um vestido feito de algas encarnadas.
E estavam os quatro numa poça de água muito limpa e transparente,
toda rodeada de anêmonas.
E nadavam e riam.
Depois pararam de nadar.
E a menina disse...
Agora quer dançar...
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