O relógio tinta a hora e é hora de sair
Despira o emprego e ir onde tens que ir Tu
não tens o preço mas não consegues resistir
Assuma-te o tal pela qual juraste mentir Sim,
já não é cedo e tu estás muito atrasado
Fechas uma porta,
abres outra no outro lado Tens a breve sensação de aqui já ter estado
E tudo que estava correto afinal está errado Mas deixa-te ir
contra a contradição
Sabes que tens que viver com o que tens à tua mão
E simplesmente não pensar
Que a vida não terá mais para te dar
Passas contigo mesmo,
segues pela multidão Com essa sede nervosa e um nono coração
E procuras alguém que não te saiba dizer que não
O sua consuma e desgaste até a exaustão
Mas deixa-te ir
contra a contradição Sabes que tens
que viver com o que tens à tua mão
E simplesmente não pensar
Que a vida não terá mais para te dar
Guardas as asas no armário Mas não esquece a ambição
De um dia poder voar,
mesmo que só por mera diversão
Sobre as montanhas
do tempo
Cemitérios
e templos da tua criação
Mas deixa-te ir contra a contradição Sabes
que tens que viver com o que tens à tua mão
E simplesmente não pensar
Que a vida não terá mais para te dar
Que a vida não terá mais para te dar
Que a vida não terá mais para te dar
Para te dar