Quando se viu pela primeira vez
Na tela escura de seu celular
Saiu de cena pra poder entrar
E aliviar a sua timidez
Vestiu um ego que não satisfez
Dramatizou o vio da rotina
Como força e dádiva divina
Queria só um pouco de atenção Mas encontrou a própria solita
Ela era só uma menina Amanheceu tão logo se desfez
Se abriu nos olhos de um celular Aliviou a tela ao entrar
Tirou de cena toda a timidez Alimentou as redes de nudez
Fantasiou o brilho da rotina Fez de sua pele a sua sina
Se estilhaçou em carcos virtuais Nas aparências todos tão iguais
Singularidades em ruínas
Entrou no escuro de sua pálidez Estilhaçou seu corpo celular
Saiu de cena pra se aliviar
Vestiu drama uma última vez
Ninguém notou a sua depressão Seguiu o bando a deslizar a mão
Para segurar uma curtida