Negros os fatos
dos homens exatos através da manhã
novamente vã
o prédio erguido alto
a confusão de betão e asfalto
órgão sem saúde
consome, ilude e devora
cada momento
e apavora
num espelho visto por dentro
roucas as vozes
nas poucas ferozes da cidade em flor
primavera do esplendor
as letras nos jornais
a nudez dos metais
o cortejo coletivo
um número por cada viva ilusão
a impossibilidade a tentação da face oculta da verdade
certos os minutos nos relógios absolutos dos cinza do prado
a ânsia de chegar a máquina fatigada a
fúria da estrada o fantasma que ninguém viu
a mulher que se despiu para a dança da incerteza
como que cria a ansa num recreio de impureza
laços os laços desses tristes palhaços no governo incerto
sem ninguém por perto a causa e o efeito das leis sem direito
dos martelos a debater a forma ideal de viver com os dissidentes
indesejados pela virtude da mente
quem não se julga culpado
o peco os lábios desses velhos sábios
nos bancos de jardim a pregar um novo fim
o peco a esquina conversa cidadina a porta
aberta do café ou um homem de pé a fumar
mais um cigarro
e a pensar que tudo é
estupidamente tão
bizarro
Đang Cập Nhật
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