O capitão fantástico
usa um revólver de plástico
que atira com desdém
e usa como capa
a saia da mãe.
Lá vai ele há mais de mil
sozinho num fantástico móvel.
E nisso vai e vem.
Às vezes dá por ele a imarte,
mas volta sempre à estação.
Mãe, já foi à lua e já voltou.
Diz que não gostou,
não o prendeu.
É frio e escuro e o chão é duro.
É sempre tão difícil manter os pés no chão.
E nisso o capitão fantástico é até muito pragmático.
Olha quem lá vem,
à cabeça daquele regimento de ninguém.
Oh, se não é o capitão.
Outra vez em órbita.
Será que volta ou não?
Já que Jesus não volta,
nem D. Sebastião.
Ao menos que não demore o nosso capitão.
Já foi à lua e já voltou.
Diz que não gostou, não o prendeu.
É frio e escuro e o chão é duro.
É sempre tão difícil manter os pés no chão.