Na madrugada, eu na beira da estrada
Pelo oaxe a minha empadinha de repente apareceu
Um cavaleiro de bote, chapéu de couro
Me lembrando um velho morro,
não fiquei,
mano,
e mais eu
Cruzou os pés, aperrou no seu cavalo
Deixou a raiva do talo de uma rosa em serpor
Seguia pelo mundo solitário e quebrava tudo no galho
A porta não dava dor
Quem não ouviu falar?
Quem não quis conhecer?
Fiquei cavaleiro, de frente para a fronteira
Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Fiquei cavaleiro, de frente para a fronteira
Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Quando o fone do café boliava rápido a
fogueira refletia o seu olhar no puni-bê
Que ele sabia coisas até de um outro mundo
E essa noite pui a luz no seu estranho poder
Sensa de podaço,
uma rama tempadeira,
de uma ruda e uma vinteira O meu corpo ele tocou
Naquele instante me bateu uma venceira,
de uma vossa suspendeira O velho me levou
Quem não ouviu falar?
Quem não quis conhecer?
Fiquei cavaleiro,
de frente para a fronteira Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Fiquei cavaleiro,
de frente para a fronteira Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Quem não ouviu falar?
Quem não quis conhecer?
Fiquei cavaleiro,
de frente para a fronteira Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Fiquei caveiro,
de frente para a fronteira Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Quem não ouviu falar?
Quem não quis conhecer?
Fiquei cavaleiro,
de frente para a fronteira Desfocando a raiva,
brava,
nunca pedi que me lanceira
Quem quer valer,
vive pela fronteira,
divulgando a raza brava no carpim de mosteira!