Ao ver de novo o astro reirrompendo a aurora,
compreendi na mesma hora o quanto é bom voltar aqui.
O cheiro do mato me fez recordar a infância,
me mostrando a importância do lugar onde nasci.
A velha casa,
o riacho atrás da mata,
o barulho da cascata,
onde eu ia me banhar.
Quero de novo ouvir os pássaros cantando,
ver as flores exalando seu perfume pelo ar.
Velha morada, meu cantinho de saudade,
felicidade aqui deixei quando eu parti.
Terra querida, hoje volto aos seus encantos,
nesse recanto vou pra sempre ser feliz.
Quanta lembrança da mamãe chamando a gente,
do papai vindo contente pra fazer a refeição.
Do queijo fresco,
aquele franguinho caipira,
o arroz com gambuquira e um toncinho no feijão.
A galinhada sempre solta no terreiro,
muito porco no chiqueiro e o nosso gado no curral.
O céu de noite vira um palco iluminado por
estrelas enfeitado de beleza sem igual.
Velha morada, meu cantinho de saudade,
felicidade aqui deixei quando eu parti.
Terra querida, hoje volto aos seus encantos,
nesse recanto vou pra sempre ser feliz.
Que falta eu sinto daquela vida tranquila,
da escolinha lá da vila e das lições do
Beabá.
Da capelinha, da minha companheirada,
a primeira namorada,
da pracinha e do luar.
Tanto vivendo, tão distante tanto tempo,
viajava em pensamento pra saudade aliviar.
Quando os meus dias nesse mundo se
acabarem e os meus olhos se fecharem,
é aqui que eu
quero estar.
Velha morada, meu cantinho de saudade,
felicidade aqui deixei quando eu parti.
Terra querida, hoje volto aos seus encantos,
nesse recanto vou pra sempre ser feliz.
Velha morada, meu cantinho de saudade,
felicidade aqui deixei quando eu parti.
Terra querida, hoje volto aos seus encantos,
nesse recanto vou pra sempre ser feliz.