As
pedras falam,
só entende quem quer
Todas as coisas têm uma coisa para dizer
As pedras falam,
só entende quem quer
Todas as coisas têm uma coisa para dizer
As pedras falam,
pois falam,
mas não à nossa maneira
Que todas as coisas sabem uma história que não calam
As pedras cantam nos lagos,
choram no meio da rua,
tremem de frio e de medo quando a noite é fria e escura
Debaixo dos nossos pés ou dentro da nossa mão O que pensarão de nós,
o que de nós pensarão?
As pedras riem nos muros ao sol,
no fundo do mar se esquecem
Umas partem como aves e nem mais tarde regressam
Brilham quando a chuva cai,
vestem-se de musgo verde
em casa velha ou em fonte que saiba matar a sede
As pedras falam
Foi de duas pedras duras que a faísca arrebentou
Uma germinou em flor e a outra nos céus rolou
Debaixo dos nossos pés ou dentro da nossa mão
O que pensarão de nós, o que de nós pensarão?
As pedras falam,
só entende quem quer
Todas as coisas têm uma coisa para dizer
As pedras falam
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