Eu não sei se tu sabes
que há muito mundo por aí
que me incita à mudança
que eu pensei mas não vivi
há vontade,
necessidade
de me ver livre de ti
eu não entendo se tu entendes
a essência da condição
irrelevante entre dizer sim,
dizer não a metafísica dos corpos,
a loucura da razão
não podes falar por mim,
dizer-me o que eu quero ouvir
lamentar
o fim,
mostrar desejo de repetir
eu não acho que tu aches a beleza na imperfeição
que te transcendas ou te espedaces por muito
mais do que o teu pão tu sempre teste muitas molas
mas nunca ouviste a canção eu não percebo se tu percebes
o caos do teu estado o lixo aos teus pés
o sentido de um livro fechado tu foste dar ao sítio certo
mas ficaste do lado errado podes ousar sorrir
convidar-me para ir brincar
que eu não entendo para onde ir
eu sei que aqui não quero ficar
eu não julgo o que tu julgas
muito mais do que meros fatos
ou que alguém não se resuma
à inocência usada
sempre chamaste a atenção mas nunca estabeleceste o contato
eu não penso que tu penses que isto ia
acontecer ou que alguma vez procurasse
por uma simples razão de ser eu já pensei em tudo
e melhor será mesmo esquecer podes erguer
-te fiel a tudo o que tens para prometer
transformar o fel em mel que hoje não me apetece perder